Pole dance?

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🙂

Quem já conversou comigo algumas vezes provavelmente já sabe que eu faço pole dance. É algo que eu não tenho problemas em contar porque eu amo, me faz bem e é incrível.

Mas nem sempre foi assim… Isso foi uma construção e o grande responsável foi o próprio pole. Vamos lá, vou contar resumidamente.

Eu acredito que cada pessoa se adapta melhor a um tipo de atividade física, assim como acontece com roupas, comidas, cores… Cada um tem seu jeito! O meu é justamente o de alguém que não consegue ficar muito tempo em uma aula repetitiva e chata. Eu gosto de me divertir e também da sensação de que no dia seguinte vou fazer algo diferente, ou até igual, mas em um nível diferente.

Pole é assim para mim. Comecei a fazer (no Studio A, em BH) e decidi que era o que queria. O que eu não sabia é que o bem que essa atividade física provoca não é apenas para sua saúde (afinal, quanto mais nos exercitamos melhor, certo?). O seu corpo se transforma (não estou falando de emagrecer, mas de forma. Emagrecer varia de acordo com seus outros hábitos, claro), sua noção corporal melhora muito e, o que eu mais notei e adorei, a autoestima e segurança te tornam alguém diferente.

Eu sempre fui muito insegura com tudo, mas não tenho mais vergonha de colocar biquíni, deixar a barriga de fora, usar shorts com a celulite à mostra… Eu aprendi a me amar e a não ligar para isso. No pole, não importa seu tipo físico, o que importa é a sua vontade de tentar, tentar de novo e uma vez mais. Mesmo que você seja como eu, alguém que demora muito a aprender as coisas, a evolução é nítida e contínua. Hoje eu posso não conseguir fazer alguns movimentos, mas, meus amigos, eu consigo ficar de cabeça pra baixo! haha

Antes, até vergonha de falar que fazia pole eu tinha. Eu sabia exatamente o tipo de preconceito que poderia existir. Mas as pessoas vão aprendendo que não importa o que pensam, pole é esporte, é dança e é lindo! Hoje, além de adorar contar e mostrar as fotos,  eu conheço muitas pessoas que são incríveis, que têm vitórias enormes diariamente e que amam o pole.

Eu faço e recomento. O pole é dor, roxos no corpo, medo… mas ele também é amor, vitória, superação e sucesso. 🙂

Pra te inspirar, que tal dar uma olhada no meu painel de pole no Pinterest?

Uma confissão:
Já pensei em abandonar o pole. Não porque não me fazia bem, mas porque eu não conseguia aceitar minhas limitações. Esses momentos provavelmente vão existir sempre, mas fico feliz por não ter me deixado vencer pelo sentimento de falha. Posso não ser uma campeã, mas me sinto bem conseguindo fazer avanços pequenos, mas constantes.

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Um tempo depois: o que aprendi sobre a vida a dois

Dois meses de casada e já deu para aprender algumas coisas sobre a tão complexa vida a dois.

1. Ela não precisa ser complexa.

2. Antes os momentos eram exclusivamente bons. Você só tinha que se preocupar em passar o final de semana com a pessoa e, mesmo que brigas eventuais surgissem, não tinha muito o peso das responsabilidades.

3. Você tem que se lembrar de agradecer, de se isolar quando não estiver muito bem, de respeitar quando o outro não estiver querendo conversar… Essas pequenas atitudes contribuem muito para não existirem brigas.

4. É muito bom deitar com ele no final do dia. Abraçar, implicar, namorar. ❤

5. Regras são necessárias.

6. Regras desnecessárias são divertidas. Exemplo: Um ter sempre que levar o outro à porta quando for sair.

7. Ainda não aprendi quase nada. Tem muito por vir.

8. Criatividade na cozinha é bem difícil. Era mais fácil planejar saídas eventuais.

9. Momentos de silêncio também são bons.

10. O celular atrapalha. Tem que tomar cuidado.

11. O volume do despertador daquele que levanta primeiro deveria ser mais baixo (alguém lembra o Saulo disso, por favor?) para não incomodar a Valú o outro.

12. Não dá vontade de parar de falar eu te amo.

13. Algumas picuinhas antigas parecem muito bobas.

14. É bem divertida e com certeza eu recomendo.

15… Depois eu falo mais 🙂

 

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Na foto eu sou o azul. O Saulo me mataria se fosse ele. =P

 

Eu e o real

Eu sei que não sou a diferentona e que a relação com o dinheiro ficou muito mais difícil para muitas pessoas nos últimos meses. No meu caso, os conflitos com os reais começaram quando certas situações exigiram que eu contribuísse com uma quantia muito mais alta em casa. Isso coincidiu com o início do trabalho em regime de home office que, embora me faça gastar menos com comida, roupa e besteiras, precisou de um investimento inicial, além de criar algumas contas novas, que antes não existiam (imposto de MEI, plano de saúde, transporte etc.).

Como sempre fui mais controlada que muitas pessoas por aí, acho que não sofri D E M A I S, porém sofri. Isso porque minha conta de cartão de crédito estava lá no alto com as compras para a nova etapa da vida e os resquícios dos gastos desnecessários que eu sempre tinha antes. E, para mudar isso, não foi preciso apenas esperar o mês seguinte, eu tive que mudar meu comportamento e minha relação com o dinheiro.

É engraçado pensar nisso hoje porque eu sou tão desapegada com gastos comigo que o Saulo chega a achar estranho. Ele fica preocupado quando estou com pouco dinheiro para passar o mês, enquanto eu estou feliz por ter esse dinheiro. Mas, afinal, como isso aconteceu?

Simples (mentira!). Eu segui alguns passos:
1. Antes de tudo eu abri meu guarda-roupa, vi tudo que tinha dentro. Tirei aquilo que eu nunca usaria e redescobri peças que estavam no esquecimento. Isso garantiu combinações variadas que anteriormente existiriam apenas com compras. (Gente, vamos lembrar que foi mais fácil porque trabalho de pijama 😉 ) Ponto pra mim, que fiz uma lista de coisas que eu precisava para o ano com apenas três itens (botinha baixa, jaqueta jeans e um lenço de cabelo).

2. Baixei um app de controle financeiro (tentei vários, mas nem vou indicar porque no final meu “app” foi um caderninho) e comecei a anotar tudo que eu gastava. Coloquei tudo mesmo. Cada suco na rua, passagem de ônibus, bala. E me assustei com a quantia absurda que ia embora com besteiras. Sério, vocês têm ideia de quanto a gente gasta com lanchinhos não-saudáveis e nem-tão-gostosos-assim? É M U I T O.

3. Dei pesos para meus gastos. Contas da casa eram prioridade e peso 3. Meu pole, inglês e contas de telefone peso dois. Saídas peso 1. Compras de supérfluos peso 0,5.

4. D E S A P E G U E I. Dei valor para os momentos mais baratos. Fiquei mais finais de semana em casa. Cozinhei mais. Comi antes de ir para encontros com amigos em restaurantes. Baixei os livros em formato Kindle para não gastar.

Gente, parece aquele tipo de texto que você lê e pensa “ah ta, fácil né?! Você abriu mão de tudo que é bom”, mas não é. Eu consegui até juntar dinheiro para viajar para a Itália e os EUA. E foi muito maravilhoso. Valeu a pena demais e não deixei de fazer nada, só controlei mais e dei prioridades. 😉

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Rotina de arrumação?

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Infelizmente, morar não é só aproveitar as vantagens de ter um lugar “seu”. A gente tem que arrumar a casa com frequência para evitar que tudo vire uma bagunça sem volta.

Você pode pensar: ah, mas é só contratar uma faxineira. Porém, isso tem pelo menos dois erros:
1) Você não pode deixar tudo uma bagunça só porque vai pagar alguém para fazer o trabalho por você. Isso é bem errado e feio, já que você está bem grandinho e não deveria esperar que os outros façam tudo e você nada.
2) Pagar por esse serviço não é barato.

Pois é, eu não consigo deixar as coisas acumularem (tenho medo do trabalho que dá quando chega nesse ponto). Além disso, o Saulo tem alergia a poeira e a gente também não está podendo ter gastos nesse momento.

Por isso, fizemos um acordo para fazer uma faxina por semana. No sábado ou no domingo, dependendo do nosso ânimo, ressaca e compromissos, fazemos uma limpeza grande em todos os cômodos, que deixa a gente bem cansado. Dividimos as tarefas e fazemos, simples assim.

O maior problema é durante a semana. A gente passa a vassoura de leve, organiza a cozinha, tenta não deixar a casa uma loucura. Mas, confesso que sou meio bagunceira e o Saulo tem mania de limpeza/organização para algumas coisas. E aí? Como lidar?

Nessas horas eu respiro fundo e me lembro que não estou mais na “minha” casa. A casa agora é nossa e os dois podem colaborar. Ele aceitou a Laurinha. Eu aceitei nunca acumular louça para lavar. Ele aguenta meu Kindle e meu celular espalhados em alguns lugares da casa. Eu aguento não ter um balaio de roupa suja.

Entre tantos aceites, sempre haverá momentos de discordância. Nessas horas, a gente tenta ceder. Pensamos no que é mais importante para o outro e fazemos.

E você, tem uma rotina de limpeza?

Para as compras

Com certeza você já ouviu falar que ir ao supermercado com fome fará você gastar mais. Provavelmente, já ouviu também que o ideal é fazer as compras e não ir ao supermercado outras vezes porque isso fará com que compre coisas sem necessidade.

Pois é… nesse período conturbado sem geladeira, a gente acabou gastando muito mais do que deveria (como eu contei aqui). Por isso, agora estamos tentando colocar as coisas em ordem. Confesso que é muito difícil, porque serão longos sete dias entre a chegada da geladeira (e a consequente possibilidade de fazer compras que rendem mais) e a data de fechamento do meu cartão (não dá para fazer mais nenhum gasto para fevereiro). Mas, o que estou fazendo para economizar?

Eu baixei um app que chama Buy me a pie. Ele pode ser baixado em iOS e Android, o que permite que eu e o Saulo compartilhemos nossas listas de compras. [Na prática, só eu preencho] Tenho observado o quanto gastamos de alguns itens básicos no primeiro mês e aproveito e coloco na lista do mês. A vantagem é que dá para criar listas diferentes, então eu criei uma para ser a lista do mês (que vamos repetir com frequência com pequenos ajustes) e outra, que ainda não foi preenchida, para colocar as coisas que vão acabando ou que surgem como necessidade. Essa segunda vai servir também como controle de gastos (por que comprar dois sorvetes a mais? quem precisa beber tanta cerveja?) para a gente ver o que está sugando nosso dinheiro sem tanta necessidade assim.

Vou começar a usar, de verdade, esse app na semana que vem. Até lá continuamos indo ao supermercado para comprar apenas o que precisamos para o almoço ou jantar. Espero que dê certo, mas, se não der, testo outro app. Evernote está aí para isso, assim como o Drive (apesar de ainda não ter descoberto uma maneira mais eficiente de fazer listas nele).

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(p.s.: Acho que é meio óbvio que eu não ganhei nada para falar desse app, né? É só um teste.)

Amores opostos

 

LaIMG_0136urinha me conhece há quase 15 anos. Saulo há quase cinco.

 
Saulo nunca teve uma relação de amor incondicional com a Laurinha, mas ela não se importa, porque o mais importante é me seguir, dormir e comer.

O caminho dos dois se cruzava apenas nos finais de semana, em que Saulo me visitava, mas tudo mudou recentemente. Quando me mudei para a casinha nova, não existia a possibilidade de deixar minha cachorrinha linda e amada para trás e acho que foi aí que recebi a maior declaração de amor: mesmo dizendo que jamais teria um cachorro, Saulo aceitou a Laurinha em casa e começou até a tratá-la com carinho (mas sem encostar, claro).

O melhor é que, como eu trabalho de home office, a Laura me faz companhia. Antes de ela chegar, eu me sentia extremamente sozinha e não rendia nada (na casa da minha mãe, sempre podia fazer uma pausa para bater papo). Agora eu me sinto melhor. ❤

“Mas, Valú, como está sendo a questão do xixi e do cocô? Ela está fazendo no lugar certo? Como você ensinou?”

Bom… essa parte foi complicada. No dia que ela chegou na casa nova eu fiz de tudo para ela se sentir bem. Comprei uma caminha nova, dei biscoitos, brinquei… O problema é que (eu imagino), por ser cega, ela se sentiu insegura. Eu a coloquei no DCE, onde queria que ela fizesse as necessidades, mas ela não fez nada e ainda se sentiu paralisada. Não saía de lá por nada e demorou a ter confiança para andar pelo apartamento.

Depois de 48 horas, ela ainda não tinha feiro cocô e apenas um pouco de xixi no lugar errado. Então, eu percebi, teria que levá-la a algum lugar onde se sentisse segura para fazer o que queria. Levei na rua e, desde então, virou rotina. Levo todos os dias. Aproveito para fazer com que ela se exercite um pouco (com quase 15 anos, a pata traseira direita dela não está mais 100%) e ainda me obrigo a sair de casa um pouquinho, caminhando essa cachorrinha fofa que só faz me amar.

Hoje foi o primeiro banho dela no pet shop aqui perto da casa nova. Fiz mil e uma recomendações. Pedi diversas vezes para serem carinhosos. Espero que dê tudo certo e que ela volte linda e cheirosa pra mim daqui a pouco. ❤ ❤ ❤ 

p.s.: Claro que o Saulo implica sempre com a Laurinha, mas acho que já virou um caso de amor. Ele reclama que ela ronca e tem pesadelos, mas mal sabe que é isso que me faz querer apertá-la todos os dias. É muita fofura para uma filha só.

Nossa vida sem geladeira

Era para ser uma questão de dez dias, mas depois virou 20 e agora já está quase completando 40 dias sem geladeira em casa. Como isso aconteceu? A verdade é que a vida real é bem cara ($$$) e não temos dinheiro agora para mais essa aquisição (iríamos ganhar, mas parece que deu algum problema com a pessoa que ia nos dar esse tão sonhado presente).

Mas, nesse tempo, aprendemos muita coisa:

  1. A vida sem sorvete é, com certeza, mais chata
  2. Comprar gelo com frequência sai mais caro que pagar a parcela de uma geladeira nova (+ a energia que ela consome)
  3. Não ter geladeira = fazer a quantidade certa de comida em cada refeição, torcer para o que sobrar não estragar e ter uma dificuldade imensa para fazer compras
  4. Muitas receitas deliciosas exigem que a gente tenha geladeira
  5. Talvez a falta de geladeira tenha feito eu não engordar nesse primeiro mês de casada
  6. Às vezes, é uma droga
  7. Carnaval tá chegando e até lá é NECESSÁRIO ter geladeira

O bom humor não pode acabar, mas a paciência não consegue ser infinita. Tenho percebido um gasto maior do que o necessário com supermercado, pois temos que ir lá constantemente. Além disso, já perdemos muitos alimentos e o desperdício é muito ruim (tanto que paramos de comprar tudo que estraga fácil). Infelizmente, também está sendo difícil cozinhar, na véspera, o almoço do dia seguinte, o que prejudica meu rendimento no trabalho (home office).

Mas, apesar de tudo, é bom saber que a maior dificuldade do primeiro mês na casinha tem sido essa. ❤

Livrinho de receitas

IMG_5123Cheguei à conclusão de que minha mãe era ainda mais incrível do que eu imaginava. Essa coisa de pensar todo dia em uma refeição diferente exige talento. Muito talento.

Eu sou ótima para comer, mas quando o importante é escolher quais ingredientes comprar para as refeições da semana (com a falta da geladeira, está pior ainda) fico de mãos atadas. Macarrão de novo? Batata novamente? Arroz e bife mais uma vez?

O jeito vai ser montar um livrinho de receitas e uma programação básica para a semana. Pensei em algo como:

Segunda: arroz, feijão, salada e bife (frango, boi ou porco)

Terça: Carne moída, arroz, feijão, salada e maionese

Quarta: Macarronada

Quinta: Strogonoff de frango, arroz e batata frita (ou palha)

Sexta: Almôndega, purê, salada e feijão

Sábado: Casa da sogra

Domingo: Casa da minha mãe

Que tal? Pelo menos assim seria mais fácil. A base já estaria pronta e,s e quisesse mudar, seria um bônus. Mas, estou preparada para cair na rotina? E o que terá em cada salada? Acho melhor eu aprimorar isso.

😉 Falar disso me deu fome.

Das coisas doces

Eu não sou parte do grupo de pessoas que diz gostar de fazer faxina em casa. Eu gosto do resultado da limpeza, mas não dos momentos em que estou suada, com dor nas costas e as mãos cheia de rugas. Mas fazem parte, claro.

Também faz parte do dia a dia do casal preparar café da manhã, levar a Laurinha (minha cachorrinha) para passear – a maneira que encontrei para ela nunca fazer as necessidades em casa –, fazer o almoço, lavar a louça e deixar o jantar pronto (não se esqueça que decidir o que cozinhar também é uma loucura).

Essas coisas fazem parte e é muito bom chegar no final do dia e saber que a nova vida tá vingando, seguindo adiante, arrumando novos desafios e deixando para trás alguns obstáculos.

Na rotina de casada também tem muita coisa boa. Deitar no sofá para ver TV, assistir filmes, deitar no colo, receber carinho, dançar de manhã, fazer piada com tudo… Essas coisas doces são o que realmente valem a pena. É como se a taça de vinho no final da semana fizesse tudo que é menos agradável se tornar insignificante, pois a conversa, o sorriso e as brincadeiras são o suficiente.

A gente tem que se esforçar a cada dia para que os momentos bons sejam maioria ou representem a pior parte do relacionamento. Por enquanto está dando tudo certo e a gente espera que continue assim. 🙂

 

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Um vinho, nossa bagunça e música boa