Amigos, apesar da política?

Acho que mesmo quem vive no mundo da lua sabe que no Brasil foi-se o tempo que rivalidade era Galo x Cruzeiro (claro, sou atleticana e não vou fazer referência aos outros times. hahaha). A briga política começou em 2014 e agora em 2016 atingiu níveis estratosféricos.

As brigas ultrapassaram as telas dos celulares e computadores e foram para as ruas, o Congresso, as TVs. Tem gente apanhando na rua porque usa roupa vermelha, outros sendo xingados quando colocam bandeira do Brasil no carro… As coisas estão ficando assustadoras para “petralhas” e “coxinhas” e nunca foi tão verdade falar que é preciso ter “muita calma nessa hora”.

Eu tenho uma posição política muito clara e quem me conhece sabe qual é. Por isso, às vezes é muito difícil segurar a vontade de entrar em discussões que servem apenas para criar inimizades (já que hoje em dia ninguém está disposto a mudar de ideia). Mas, como segurar essa vontade?

Eu criei uma bolha. Isso mesmo. Uma bolha virtual.

Se na vida real eu tenho que ligar com pessoas com pensamentos que chegam a me insultar, na internet não é mais assim. Eu resolvi parar de seguir (em alguns casos mais graves, desfiz a amizade virtual) as pessoas que postam coisas que me deixam nervosa. Me acha radical? Talvez eu seja, mas pelo menos não entro mais em brigas.

Não faz sentido continuar vendo (no momento de lazer) coisas que te fazem mal. E nem é só com política (apesar de ser o tema que me fez escrever esse texto). Postou foto de gente machucada, pessoas ou bichos morrendo ou fez comentários homofóbicos/racistas? Unfollow na certa.

Pensem comigo. Na casa da avó você ainda tem que cumprimentar aquela tia que fala Bolsomito, mas no Facebook você não é obrigada a nada. Não quero gastar meu tempo sentindo raiva das pessoas, por isso tento discutir com quem é educado suficiente para isso (discutir, não brigar) e criei um mundo paralelo que me faz acreditar que o Brasil (a meu ver) tem solução.

Tenta fazer isso da próxima vez que sua prima disser que existe racismo reverso. Nesse caso, é melhor ensinar pra ela que isso não existe, mas se mesmo assim não der certo, aperta unfollow ou desfaça a amizade. O alívio já melhora um pouquinho a raiva. 😉

 

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Feminista, eu?!

Hoje é o Dia Internacional da Mulher e um ótimo dia para discutir feminismo (todos os dias são). E, oh, se você já é ativista do movimento, pode ter certeza que ainda tem muito para aprender.

Começa assistindo esse vídeo aqui, por favor:

 

😉

Geladeira <3

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Eu acabei não contando aqui, mas a gente comprou a geladeira e largou a vida de caixa de isopor.

Pesquisamos muito na internet e os preços eram bem melhores que nas lojas, mas os prazos de entrega eram terríveis e, muitas vezes, o frete também. Depois de um mês convivendo com a possibilidade de tudo estragar e nos privando de coisas mais em conta porque não tinha lugar para guardar, achamos que valeria a pena comprar uma nova na loja.

Escolhemos, claro, o modelo mais em conta que fosse frost free e com capacidade de mais de 300L. Isso era importante porque garantiria que a gente não iria precisar de outra nem tão cedo. Afinal, quem tem mais de 1.500 reais para gastar assim sem propósito? Não dá.

Com a geladeira no lugar dela, fomos ao supermercado e gastamos mais do que deveríamos. Mas é que tanto tempo sem fez a gente investir em cerveja, sorvete e outras coisitas que ficam bem melhores geladas. Valeu a pena? Valeu. Ficamos meio apertados, mas o mês passou e deu tudo certo.

A melhor parte é saber que, das coisas realmente necessárias, nossa casinha tá completa.

 

Tem alguns sites bem legais para comprar eletrodomésticos e outras coisas (as grandes lojas, claro, e a Compra Certa são minhas favoritas). Uma dica bem legal é acessar o Zoom e colocar lá qual produto você procura e em qual faixa de preço. Ele te avisa quando alguma loja chegar no valor que você queria.

Dica pra vida: Acompanhar as promoções do Clube do Ricardo. 😉

Pole dance?

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🙂

Quem já conversou comigo algumas vezes provavelmente já sabe que eu faço pole dance. É algo que eu não tenho problemas em contar porque eu amo, me faz bem e é incrível.

Mas nem sempre foi assim… Isso foi uma construção e o grande responsável foi o próprio pole. Vamos lá, vou contar resumidamente.

Eu acredito que cada pessoa se adapta melhor a um tipo de atividade física, assim como acontece com roupas, comidas, cores… Cada um tem seu jeito! O meu é justamente o de alguém que não consegue ficar muito tempo em uma aula repetitiva e chata. Eu gosto de me divertir e também da sensação de que no dia seguinte vou fazer algo diferente, ou até igual, mas em um nível diferente.

Pole é assim para mim. Comecei a fazer (no Studio A, em BH) e decidi que era o que queria. O que eu não sabia é que o bem que essa atividade física provoca não é apenas para sua saúde (afinal, quanto mais nos exercitamos melhor, certo?). O seu corpo se transforma (não estou falando de emagrecer, mas de forma. Emagrecer varia de acordo com seus outros hábitos, claro), sua noção corporal melhora muito e, o que eu mais notei e adorei, a autoestima e segurança te tornam alguém diferente.

Eu sempre fui muito insegura com tudo, mas não tenho mais vergonha de colocar biquíni, deixar a barriga de fora, usar shorts com a celulite à mostra… Eu aprendi a me amar e a não ligar para isso. No pole, não importa seu tipo físico, o que importa é a sua vontade de tentar, tentar de novo e uma vez mais. Mesmo que você seja como eu, alguém que demora muito a aprender as coisas, a evolução é nítida e contínua. Hoje eu posso não conseguir fazer alguns movimentos, mas, meus amigos, eu consigo ficar de cabeça pra baixo! haha

Antes, até vergonha de falar que fazia pole eu tinha. Eu sabia exatamente o tipo de preconceito que poderia existir. Mas as pessoas vão aprendendo que não importa o que pensam, pole é esporte, é dança e é lindo! Hoje, além de adorar contar e mostrar as fotos,  eu conheço muitas pessoas que são incríveis, que têm vitórias enormes diariamente e que amam o pole.

Eu faço e recomento. O pole é dor, roxos no corpo, medo… mas ele também é amor, vitória, superação e sucesso. 🙂

Pra te inspirar, que tal dar uma olhada no meu painel de pole no Pinterest?

Uma confissão:
Já pensei em abandonar o pole. Não porque não me fazia bem, mas porque eu não conseguia aceitar minhas limitações. Esses momentos provavelmente vão existir sempre, mas fico feliz por não ter me deixado vencer pelo sentimento de falha. Posso não ser uma campeã, mas me sinto bem conseguindo fazer avanços pequenos, mas constantes.

Um tempo depois: o que aprendi sobre a vida a dois

Dois meses de casada e já deu para aprender algumas coisas sobre a tão complexa vida a dois.

1. Ela não precisa ser complexa.

2. Antes os momentos eram exclusivamente bons. Você só tinha que se preocupar em passar o final de semana com a pessoa e, mesmo que brigas eventuais surgissem, não tinha muito o peso das responsabilidades.

3. Você tem que se lembrar de agradecer, de se isolar quando não estiver muito bem, de respeitar quando o outro não estiver querendo conversar… Essas pequenas atitudes contribuem muito para não existirem brigas.

4. É muito bom deitar com ele no final do dia. Abraçar, implicar, namorar. ❤

5. Regras são necessárias.

6. Regras desnecessárias são divertidas. Exemplo: Um ter sempre que levar o outro à porta quando for sair.

7. Ainda não aprendi quase nada. Tem muito por vir.

8. Criatividade na cozinha é bem difícil. Era mais fácil planejar saídas eventuais.

9. Momentos de silêncio também são bons.

10. O celular atrapalha. Tem que tomar cuidado.

11. O volume do despertador daquele que levanta primeiro deveria ser mais baixo (alguém lembra o Saulo disso, por favor?) para não incomodar a Valú o outro.

12. Não dá vontade de parar de falar eu te amo.

13. Algumas picuinhas antigas parecem muito bobas.

14. É bem divertida e com certeza eu recomendo.

15… Depois eu falo mais 🙂

 

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Na foto eu sou o azul. O Saulo me mataria se fosse ele. =P

 

Eu e o real

Eu sei que não sou a diferentona e que a relação com o dinheiro ficou muito mais difícil para muitas pessoas nos últimos meses. No meu caso, os conflitos com os reais começaram quando certas situações exigiram que eu contribuísse com uma quantia muito mais alta em casa. Isso coincidiu com o início do trabalho em regime de home office que, embora me faça gastar menos com comida, roupa e besteiras, precisou de um investimento inicial, além de criar algumas contas novas, que antes não existiam (imposto de MEI, plano de saúde, transporte etc.).

Como sempre fui mais controlada que muitas pessoas por aí, acho que não sofri D E M A I S, porém sofri. Isso porque minha conta de cartão de crédito estava lá no alto com as compras para a nova etapa da vida e os resquícios dos gastos desnecessários que eu sempre tinha antes. E, para mudar isso, não foi preciso apenas esperar o mês seguinte, eu tive que mudar meu comportamento e minha relação com o dinheiro.

É engraçado pensar nisso hoje porque eu sou tão desapegada com gastos comigo que o Saulo chega a achar estranho. Ele fica preocupado quando estou com pouco dinheiro para passar o mês, enquanto eu estou feliz por ter esse dinheiro. Mas, afinal, como isso aconteceu?

Simples (mentira!). Eu segui alguns passos:
1. Antes de tudo eu abri meu guarda-roupa, vi tudo que tinha dentro. Tirei aquilo que eu nunca usaria e redescobri peças que estavam no esquecimento. Isso garantiu combinações variadas que anteriormente existiriam apenas com compras. (Gente, vamos lembrar que foi mais fácil porque trabalho de pijama 😉 ) Ponto pra mim, que fiz uma lista de coisas que eu precisava para o ano com apenas três itens (botinha baixa, jaqueta jeans e um lenço de cabelo).

2. Baixei um app de controle financeiro (tentei vários, mas nem vou indicar porque no final meu “app” foi um caderninho) e comecei a anotar tudo que eu gastava. Coloquei tudo mesmo. Cada suco na rua, passagem de ônibus, bala. E me assustei com a quantia absurda que ia embora com besteiras. Sério, vocês têm ideia de quanto a gente gasta com lanchinhos não-saudáveis e nem-tão-gostosos-assim? É M U I T O.

3. Dei pesos para meus gastos. Contas da casa eram prioridade e peso 3. Meu pole, inglês e contas de telefone peso dois. Saídas peso 1. Compras de supérfluos peso 0,5.

4. D E S A P E G U E I. Dei valor para os momentos mais baratos. Fiquei mais finais de semana em casa. Cozinhei mais. Comi antes de ir para encontros com amigos em restaurantes. Baixei os livros em formato Kindle para não gastar.

Gente, parece aquele tipo de texto que você lê e pensa “ah ta, fácil né?! Você abriu mão de tudo que é bom”, mas não é. Eu consegui até juntar dinheiro para viajar para a Itália e os EUA. E foi muito maravilhoso. Valeu a pena demais e não deixei de fazer nada, só controlei mais e dei prioridades. 😉

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Rotina de arrumação?

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Infelizmente, morar não é só aproveitar as vantagens de ter um lugar “seu”. A gente tem que arrumar a casa com frequência para evitar que tudo vire uma bagunça sem volta.

Você pode pensar: ah, mas é só contratar uma faxineira. Porém, isso tem pelo menos dois erros:
1) Você não pode deixar tudo uma bagunça só porque vai pagar alguém para fazer o trabalho por você. Isso é bem errado e feio, já que você está bem grandinho e não deveria esperar que os outros façam tudo e você nada.
2) Pagar por esse serviço não é barato.

Pois é, eu não consigo deixar as coisas acumularem (tenho medo do trabalho que dá quando chega nesse ponto). Além disso, o Saulo tem alergia a poeira e a gente também não está podendo ter gastos nesse momento.

Por isso, fizemos um acordo para fazer uma faxina por semana. No sábado ou no domingo, dependendo do nosso ânimo, ressaca e compromissos, fazemos uma limpeza grande em todos os cômodos, que deixa a gente bem cansado. Dividimos as tarefas e fazemos, simples assim.

O maior problema é durante a semana. A gente passa a vassoura de leve, organiza a cozinha, tenta não deixar a casa uma loucura. Mas, confesso que sou meio bagunceira e o Saulo tem mania de limpeza/organização para algumas coisas. E aí? Como lidar?

Nessas horas eu respiro fundo e me lembro que não estou mais na “minha” casa. A casa agora é nossa e os dois podem colaborar. Ele aceitou a Laurinha. Eu aceitei nunca acumular louça para lavar. Ele aguenta meu Kindle e meu celular espalhados em alguns lugares da casa. Eu aguento não ter um balaio de roupa suja.

Entre tantos aceites, sempre haverá momentos de discordância. Nessas horas, a gente tenta ceder. Pensamos no que é mais importante para o outro e fazemos.

E você, tem uma rotina de limpeza?

Para as compras

Com certeza você já ouviu falar que ir ao supermercado com fome fará você gastar mais. Provavelmente, já ouviu também que o ideal é fazer as compras e não ir ao supermercado outras vezes porque isso fará com que compre coisas sem necessidade.

Pois é… nesse período conturbado sem geladeira, a gente acabou gastando muito mais do que deveria (como eu contei aqui). Por isso, agora estamos tentando colocar as coisas em ordem. Confesso que é muito difícil, porque serão longos sete dias entre a chegada da geladeira (e a consequente possibilidade de fazer compras que rendem mais) e a data de fechamento do meu cartão (não dá para fazer mais nenhum gasto para fevereiro). Mas, o que estou fazendo para economizar?

Eu baixei um app que chama Buy me a pie. Ele pode ser baixado em iOS e Android, o que permite que eu e o Saulo compartilhemos nossas listas de compras. [Na prática, só eu preencho] Tenho observado o quanto gastamos de alguns itens básicos no primeiro mês e aproveito e coloco na lista do mês. A vantagem é que dá para criar listas diferentes, então eu criei uma para ser a lista do mês (que vamos repetir com frequência com pequenos ajustes) e outra, que ainda não foi preenchida, para colocar as coisas que vão acabando ou que surgem como necessidade. Essa segunda vai servir também como controle de gastos (por que comprar dois sorvetes a mais? quem precisa beber tanta cerveja?) para a gente ver o que está sugando nosso dinheiro sem tanta necessidade assim.

Vou começar a usar, de verdade, esse app na semana que vem. Até lá continuamos indo ao supermercado para comprar apenas o que precisamos para o almoço ou jantar. Espero que dê certo, mas, se não der, testo outro app. Evernote está aí para isso, assim como o Drive (apesar de ainda não ter descoberto uma maneira mais eficiente de fazer listas nele).

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(p.s.: Acho que é meio óbvio que eu não ganhei nada para falar desse app, né? É só um teste.)

Amores opostos

 

LaIMG_0136urinha me conhece há quase 15 anos. Saulo há quase cinco.

 
Saulo nunca teve uma relação de amor incondicional com a Laurinha, mas ela não se importa, porque o mais importante é me seguir, dormir e comer.

O caminho dos dois se cruzava apenas nos finais de semana, em que Saulo me visitava, mas tudo mudou recentemente. Quando me mudei para a casinha nova, não existia a possibilidade de deixar minha cachorrinha linda e amada para trás e acho que foi aí que recebi a maior declaração de amor: mesmo dizendo que jamais teria um cachorro, Saulo aceitou a Laurinha em casa e começou até a tratá-la com carinho (mas sem encostar, claro).

O melhor é que, como eu trabalho de home office, a Laura me faz companhia. Antes de ela chegar, eu me sentia extremamente sozinha e não rendia nada (na casa da minha mãe, sempre podia fazer uma pausa para bater papo). Agora eu me sinto melhor. ❤

“Mas, Valú, como está sendo a questão do xixi e do cocô? Ela está fazendo no lugar certo? Como você ensinou?”

Bom… essa parte foi complicada. No dia que ela chegou na casa nova eu fiz de tudo para ela se sentir bem. Comprei uma caminha nova, dei biscoitos, brinquei… O problema é que (eu imagino), por ser cega, ela se sentiu insegura. Eu a coloquei no DCE, onde queria que ela fizesse as necessidades, mas ela não fez nada e ainda se sentiu paralisada. Não saía de lá por nada e demorou a ter confiança para andar pelo apartamento.

Depois de 48 horas, ela ainda não tinha feiro cocô e apenas um pouco de xixi no lugar errado. Então, eu percebi, teria que levá-la a algum lugar onde se sentisse segura para fazer o que queria. Levei na rua e, desde então, virou rotina. Levo todos os dias. Aproveito para fazer com que ela se exercite um pouco (com quase 15 anos, a pata traseira direita dela não está mais 100%) e ainda me obrigo a sair de casa um pouquinho, caminhando essa cachorrinha fofa que só faz me amar.

Hoje foi o primeiro banho dela no pet shop aqui perto da casa nova. Fiz mil e uma recomendações. Pedi diversas vezes para serem carinhosos. Espero que dê tudo certo e que ela volte linda e cheirosa pra mim daqui a pouco. ❤ ❤ ❤ 

p.s.: Claro que o Saulo implica sempre com a Laurinha, mas acho que já virou um caso de amor. Ele reclama que ela ronca e tem pesadelos, mas mal sabe que é isso que me faz querer apertá-la todos os dias. É muita fofura para uma filha só.