Existe a profissão certa para você?

[Atenção! Esse post é sobre dúvidas, não sobre soluções.]

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Conversando com amigos e acompanhando blogs, sites e redes sociais, percebo como está cada vez mais comum ver as pessoas reclamando do trabalho e colocando em cheque a escolha que fizeram ao entrar no curso universitário.

Também estão se multiplicando por aí os textos que falam desse defeito da geração Y, que nunca está satisfeita e que teoricamente foi criada para ser o que quiser, mas acaba não sendo nada. Isso sem falar dos artigos que dizem que nossa geração prefere viver com pouco ($$), mas mantendo o status de uma vida cult e moderninha, em que trabalhar demais é visto como bom e que as coisas materiais têm cada vez mais valor.

Eu não escapei dessa “crise”. Sempre me questiono sobre as escolhas que fiz e, quanto mais penso nisso, mais me perco entre as dúvidas. E, olha, eu gosto da minha profissão, eu só me apavoro com a ideia de fazer a mesma coisa nos próximos 40 anos.

Eu não sei se quero, se consigo, se tenho futuro nessa área. Eu simplesmente não sei. E, o fato de eu ter começado a questionar isso mais fez com que eu me sinta insatisfeita grande parte do tempo. Não sei como você se relaciona com seu trabalho, mas eu sempre gostei de estar bem humorada e feliz porque acho que passar 8h, 9h do seu dia se sentindo insatisfeita faz mal pro corpo, pra alma e pros resultados.

Mas, e aí?! O que eu devo fazer? Ainda não descobri. Tenho lido sobre escolhas profissionais, sobre minha área e tenho aprendido sobre um assunto específico que me agrada. E, claro, sempre que me sinto assim meio mal, meio mais ou menos, considero investir mais no blog (mesmo com tantas dúvidas sobre isso).

Já imaginaram largar tudo e começar uma vida nada? Já consideraram o que teriam que deixar para trás e o que teriam que enfrentar? Eu penso muito nisso e enquanto não souber de verdade o que tem mais chances de me fazer feliz, acho que não vou para lugar nenhum. Por isso, bora lá. Vamos tentar mudar, tentar entrar nos eixos.

 

Existe fórmula para o home office perfeito?

Trabalhar em casa tem um glamour que acaba assim que a pessoa faz do home office sua rotina.

:: Podemos assistir série no meio do expediente? Sim.
:: Podemos tirar uma soneca delícia depois do almoço? Sim.
:: Precisa preocupar com a roupa que vai vestir para trabalhar? Não.
:: Precisa gastar com transporte e alimentação na rua? Não.
:: Se não tiver conseguindo concentrar você pode deixar essa tarefa para fazer depois? Aí depende.

Essa é a complicação do home office (além de ter o tédio de ficar sozinha a maior parte do tempo, de não sair de casa quase nunca e acabar sendo responsável pelo almoço – que nunca tem salada, porque você não gosta de salada e não quer ir ao sacolão comprar tomate, alface e repolho). O controle do tempo depende só da gente e isso pode acabar virando descontrole.

Após um ano e meio nessa vida, não sei mais se conseguiria ter um horário fixo de trabalho longe de casa. É muito ruim perder tempo no ônibus parado no trânsito de 19h, ter que deixar suas coisas de lado, deixar o cachorro sozinho em casa… Mas, confesso, tem dias que eu queria ter alguém ao meu lado para conversar e para me pressionar para render mais.

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O que eu faço para resolver isso?

Na verdade, meu sonho era ter a fórmula do sucesso. Infelizmente perco muito tempo fazendo nada mesmo quando acho que estou fazendo muito. Acho até normal, porque o número de horas trabalhadas em casa acaba sendo maior do que em um emprego comum.

O que mais funciona comigo é a recompensa. A cada tarefa concluída, me deixo ficar cinco minutos no Facebook ou jogando alguma coisa.

Também uso a técnica Pomodoro, que faz eu ficar focada por 25 minutos, com cinco de intervalo, mais 25 minutos…

Cada um tem um jeito de trabalhar e o que funciona para mim nem sempre vai funcionar para você. Eu gosto de trabalhar com prazos. Eles me fazem ficar mais produtiva para conseguir cumpri-los. Mas o meu sonho era fazer tudo com antecedência para tirar a tarde de folga vendo Netflix.

 

 

Cartas para Valú

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Foto: Freepik

Já existia internet a cabo nas casas de brasileiros e eu ainda esperava o carteiro chegar. Sentava na varanda, do lado de fora da minha antiga casa, e ficava lá no horário que ele costumava passar.

Eu brincava com os cachorros, lia um livro, deitava no chão… mas não perdia uma visita dele. Quando chegava, eu já vistoriava de longe o que tinha nas mãos e me enchia de alegria quando tinha carta para mim. Corria, pegava o envelope e comemorava silenciosamente que o conteúdo parecia grande. Duas, três folhas… às vezes sete.

Receber cartas era incrível e uma amiga minha (que nunca tive a sorte de conhecer pessoalmente) gostava desse hábito tanto quanto eu. Nossas cartas tinham dedicação em cada linha. Adesivos, canetas coloridas, folhas bonitas, fotos e uma sinceridade digna de terapias.

Acho que na época a gente não sabia o quanto escrever nos fazia bem. Eu, que estava em um relacionamento abusivo sem me dar conta, desabafava e chorava enquanto escrevia. Ao selar o envelope para meu pai colocar nos Correios, me sentia mais leve e já iniciava a contagem regressiva para que meus pensamentos chegassem em Niterói e os dela retornassem a BH.

Com o tempo, nosso contato foi se reduzindo a WhatsApp. Mensagens em dias de jogo Galo x Flamengo, no dia que o Ronaldinho veio pra Minas, nos aniversários… E, hoje, nesse dia cheio de mensagens lindas nas minhas redes sociais, a gente conversou e eu me enchi de felicidade por saber que não foram só fofocas que me divertiram na adolescência. Foram histórias que me ajudaram a superar problemas de gente grande.

Acho que vem desse meu amor por cartas a emoção que sinto ao ler cada recadinho de parabéns. Obrigada a todos. Nunca amei aniversário, mas amo cada lembrança. ❤

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Ross não entendia nada de cartas!

Amigos, apesar da política?

Acho que mesmo quem vive no mundo da lua sabe que no Brasil foi-se o tempo que rivalidade era Galo x Cruzeiro (claro, sou atleticana e não vou fazer referência aos outros times. hahaha). A briga política começou em 2014 e agora em 2016 atingiu níveis estratosféricos.

As brigas ultrapassaram as telas dos celulares e computadores e foram para as ruas, o Congresso, as TVs. Tem gente apanhando na rua porque usa roupa vermelha, outros sendo xingados quando colocam bandeira do Brasil no carro… As coisas estão ficando assustadoras para “petralhas” e “coxinhas” e nunca foi tão verdade falar que é preciso ter “muita calma nessa hora”.

Eu tenho uma posição política muito clara e quem me conhece sabe qual é. Por isso, às vezes é muito difícil segurar a vontade de entrar em discussões que servem apenas para criar inimizades (já que hoje em dia ninguém está disposto a mudar de ideia). Mas, como segurar essa vontade?

Eu criei uma bolha. Isso mesmo. Uma bolha virtual.

Se na vida real eu tenho que ligar com pessoas com pensamentos que chegam a me insultar, na internet não é mais assim. Eu resolvi parar de seguir (em alguns casos mais graves, desfiz a amizade virtual) as pessoas que postam coisas que me deixam nervosa. Me acha radical? Talvez eu seja, mas pelo menos não entro mais em brigas.

Não faz sentido continuar vendo (no momento de lazer) coisas que te fazem mal. E nem é só com política (apesar de ser o tema que me fez escrever esse texto). Postou foto de gente machucada, pessoas ou bichos morrendo ou fez comentários homofóbicos/racistas? Unfollow na certa.

Pensem comigo. Na casa da avó você ainda tem que cumprimentar aquela tia que fala Bolsomito, mas no Facebook você não é obrigada a nada. Não quero gastar meu tempo sentindo raiva das pessoas, por isso tento discutir com quem é educado suficiente para isso (discutir, não brigar) e criei um mundo paralelo que me faz acreditar que o Brasil (a meu ver) tem solução.

Tenta fazer isso da próxima vez que sua prima disser que existe racismo reverso. Nesse caso, é melhor ensinar pra ela que isso não existe, mas se mesmo assim não der certo, aperta unfollow ou desfaça a amizade. O alívio já melhora um pouquinho a raiva. 😉

 

Geladeira <3

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Eu acabei não contando aqui, mas a gente comprou a geladeira e largou a vida de caixa de isopor.

Pesquisamos muito na internet e os preços eram bem melhores que nas lojas, mas os prazos de entrega eram terríveis e, muitas vezes, o frete também. Depois de um mês convivendo com a possibilidade de tudo estragar e nos privando de coisas mais em conta porque não tinha lugar para guardar, achamos que valeria a pena comprar uma nova na loja.

Escolhemos, claro, o modelo mais em conta que fosse frost free e com capacidade de mais de 300L. Isso era importante porque garantiria que a gente não iria precisar de outra nem tão cedo. Afinal, quem tem mais de 1.500 reais para gastar assim sem propósito? Não dá.

Com a geladeira no lugar dela, fomos ao supermercado e gastamos mais do que deveríamos. Mas é que tanto tempo sem fez a gente investir em cerveja, sorvete e outras coisitas que ficam bem melhores geladas. Valeu a pena? Valeu. Ficamos meio apertados, mas o mês passou e deu tudo certo.

A melhor parte é saber que, das coisas realmente necessárias, nossa casinha tá completa.

 

Tem alguns sites bem legais para comprar eletrodomésticos e outras coisas (as grandes lojas, claro, e a Compra Certa são minhas favoritas). Uma dica bem legal é acessar o Zoom e colocar lá qual produto você procura e em qual faixa de preço. Ele te avisa quando alguma loja chegar no valor que você queria.

Dica pra vida: Acompanhar as promoções do Clube do Ricardo. 😉

Pole dance?

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🙂

Quem já conversou comigo algumas vezes provavelmente já sabe que eu faço pole dance. É algo que eu não tenho problemas em contar porque eu amo, me faz bem e é incrível.

Mas nem sempre foi assim… Isso foi uma construção e o grande responsável foi o próprio pole. Vamos lá, vou contar resumidamente.

Eu acredito que cada pessoa se adapta melhor a um tipo de atividade física, assim como acontece com roupas, comidas, cores… Cada um tem seu jeito! O meu é justamente o de alguém que não consegue ficar muito tempo em uma aula repetitiva e chata. Eu gosto de me divertir e também da sensação de que no dia seguinte vou fazer algo diferente, ou até igual, mas em um nível diferente.

Pole é assim para mim. Comecei a fazer (no Studio A, em BH) e decidi que era o que queria. O que eu não sabia é que o bem que essa atividade física provoca não é apenas para sua saúde (afinal, quanto mais nos exercitamos melhor, certo?). O seu corpo se transforma (não estou falando de emagrecer, mas de forma. Emagrecer varia de acordo com seus outros hábitos, claro), sua noção corporal melhora muito e, o que eu mais notei e adorei, a autoestima e segurança te tornam alguém diferente.

Eu sempre fui muito insegura com tudo, mas não tenho mais vergonha de colocar biquíni, deixar a barriga de fora, usar shorts com a celulite à mostra… Eu aprendi a me amar e a não ligar para isso. No pole, não importa seu tipo físico, o que importa é a sua vontade de tentar, tentar de novo e uma vez mais. Mesmo que você seja como eu, alguém que demora muito a aprender as coisas, a evolução é nítida e contínua. Hoje eu posso não conseguir fazer alguns movimentos, mas, meus amigos, eu consigo ficar de cabeça pra baixo! haha

Antes, até vergonha de falar que fazia pole eu tinha. Eu sabia exatamente o tipo de preconceito que poderia existir. Mas as pessoas vão aprendendo que não importa o que pensam, pole é esporte, é dança e é lindo! Hoje, além de adorar contar e mostrar as fotos,  eu conheço muitas pessoas que são incríveis, que têm vitórias enormes diariamente e que amam o pole.

Eu faço e recomento. O pole é dor, roxos no corpo, medo… mas ele também é amor, vitória, superação e sucesso. 🙂

Pra te inspirar, que tal dar uma olhada no meu painel de pole no Pinterest?

Uma confissão:
Já pensei em abandonar o pole. Não porque não me fazia bem, mas porque eu não conseguia aceitar minhas limitações. Esses momentos provavelmente vão existir sempre, mas fico feliz por não ter me deixado vencer pelo sentimento de falha. Posso não ser uma campeã, mas me sinto bem conseguindo fazer avanços pequenos, mas constantes.