Existe fórmula para o home office perfeito?

Trabalhar em casa tem um glamour que acaba assim que a pessoa faz do home office sua rotina.

:: Podemos assistir série no meio do expediente? Sim.
:: Podemos tirar uma soneca delícia depois do almoço? Sim.
:: Precisa preocupar com a roupa que vai vestir para trabalhar? Não.
:: Precisa gastar com transporte e alimentação na rua? Não.
:: Se não tiver conseguindo concentrar você pode deixar essa tarefa para fazer depois? Aí depende.

Essa é a complicação do home office (além de ter o tédio de ficar sozinha a maior parte do tempo, de não sair de casa quase nunca e acabar sendo responsável pelo almoço – que nunca tem salada, porque você não gosta de salada e não quer ir ao sacolão comprar tomate, alface e repolho). O controle do tempo depende só da gente e isso pode acabar virando descontrole.

Após um ano e meio nessa vida, não sei mais se conseguiria ter um horário fixo de trabalho longe de casa. É muito ruim perder tempo no ônibus parado no trânsito de 19h, ter que deixar suas coisas de lado, deixar o cachorro sozinho em casa… Mas, confesso, tem dias que eu queria ter alguém ao meu lado para conversar e para me pressionar para render mais.

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O que eu faço para resolver isso?

Na verdade, meu sonho era ter a fórmula do sucesso. Infelizmente perco muito tempo fazendo nada mesmo quando acho que estou fazendo muito. Acho até normal, porque o número de horas trabalhadas em casa acaba sendo maior do que em um emprego comum.

O que mais funciona comigo é a recompensa. A cada tarefa concluída, me deixo ficar cinco minutos no Facebook ou jogando alguma coisa.

Também uso a técnica Pomodoro, que faz eu ficar focada por 25 minutos, com cinco de intervalo, mais 25 minutos…

Cada um tem um jeito de trabalhar e o que funciona para mim nem sempre vai funcionar para você. Eu gosto de trabalhar com prazos. Eles me fazem ficar mais produtiva para conseguir cumpri-los. Mas o meu sonho era fazer tudo com antecedência para tirar a tarde de folga vendo Netflix.

 

 

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Amigos, apesar da política?

Acho que mesmo quem vive no mundo da lua sabe que no Brasil foi-se o tempo que rivalidade era Galo x Cruzeiro (claro, sou atleticana e não vou fazer referência aos outros times. hahaha). A briga política começou em 2014 e agora em 2016 atingiu níveis estratosféricos.

As brigas ultrapassaram as telas dos celulares e computadores e foram para as ruas, o Congresso, as TVs. Tem gente apanhando na rua porque usa roupa vermelha, outros sendo xingados quando colocam bandeira do Brasil no carro… As coisas estão ficando assustadoras para “petralhas” e “coxinhas” e nunca foi tão verdade falar que é preciso ter “muita calma nessa hora”.

Eu tenho uma posição política muito clara e quem me conhece sabe qual é. Por isso, às vezes é muito difícil segurar a vontade de entrar em discussões que servem apenas para criar inimizades (já que hoje em dia ninguém está disposto a mudar de ideia). Mas, como segurar essa vontade?

Eu criei uma bolha. Isso mesmo. Uma bolha virtual.

Se na vida real eu tenho que ligar com pessoas com pensamentos que chegam a me insultar, na internet não é mais assim. Eu resolvi parar de seguir (em alguns casos mais graves, desfiz a amizade virtual) as pessoas que postam coisas que me deixam nervosa. Me acha radical? Talvez eu seja, mas pelo menos não entro mais em brigas.

Não faz sentido continuar vendo (no momento de lazer) coisas que te fazem mal. E nem é só com política (apesar de ser o tema que me fez escrever esse texto). Postou foto de gente machucada, pessoas ou bichos morrendo ou fez comentários homofóbicos/racistas? Unfollow na certa.

Pensem comigo. Na casa da avó você ainda tem que cumprimentar aquela tia que fala Bolsomito, mas no Facebook você não é obrigada a nada. Não quero gastar meu tempo sentindo raiva das pessoas, por isso tento discutir com quem é educado suficiente para isso (discutir, não brigar) e criei um mundo paralelo que me faz acreditar que o Brasil (a meu ver) tem solução.

Tenta fazer isso da próxima vez que sua prima disser que existe racismo reverso. Nesse caso, é melhor ensinar pra ela que isso não existe, mas se mesmo assim não der certo, aperta unfollow ou desfaça a amizade. O alívio já melhora um pouquinho a raiva. 😉

 

Pole dance?

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🙂

Quem já conversou comigo algumas vezes provavelmente já sabe que eu faço pole dance. É algo que eu não tenho problemas em contar porque eu amo, me faz bem e é incrível.

Mas nem sempre foi assim… Isso foi uma construção e o grande responsável foi o próprio pole. Vamos lá, vou contar resumidamente.

Eu acredito que cada pessoa se adapta melhor a um tipo de atividade física, assim como acontece com roupas, comidas, cores… Cada um tem seu jeito! O meu é justamente o de alguém que não consegue ficar muito tempo em uma aula repetitiva e chata. Eu gosto de me divertir e também da sensação de que no dia seguinte vou fazer algo diferente, ou até igual, mas em um nível diferente.

Pole é assim para mim. Comecei a fazer (no Studio A, em BH) e decidi que era o que queria. O que eu não sabia é que o bem que essa atividade física provoca não é apenas para sua saúde (afinal, quanto mais nos exercitamos melhor, certo?). O seu corpo se transforma (não estou falando de emagrecer, mas de forma. Emagrecer varia de acordo com seus outros hábitos, claro), sua noção corporal melhora muito e, o que eu mais notei e adorei, a autoestima e segurança te tornam alguém diferente.

Eu sempre fui muito insegura com tudo, mas não tenho mais vergonha de colocar biquíni, deixar a barriga de fora, usar shorts com a celulite à mostra… Eu aprendi a me amar e a não ligar para isso. No pole, não importa seu tipo físico, o que importa é a sua vontade de tentar, tentar de novo e uma vez mais. Mesmo que você seja como eu, alguém que demora muito a aprender as coisas, a evolução é nítida e contínua. Hoje eu posso não conseguir fazer alguns movimentos, mas, meus amigos, eu consigo ficar de cabeça pra baixo! haha

Antes, até vergonha de falar que fazia pole eu tinha. Eu sabia exatamente o tipo de preconceito que poderia existir. Mas as pessoas vão aprendendo que não importa o que pensam, pole é esporte, é dança e é lindo! Hoje, além de adorar contar e mostrar as fotos,  eu conheço muitas pessoas que são incríveis, que têm vitórias enormes diariamente e que amam o pole.

Eu faço e recomento. O pole é dor, roxos no corpo, medo… mas ele também é amor, vitória, superação e sucesso. 🙂

Pra te inspirar, que tal dar uma olhada no meu painel de pole no Pinterest?

Uma confissão:
Já pensei em abandonar o pole. Não porque não me fazia bem, mas porque eu não conseguia aceitar minhas limitações. Esses momentos provavelmente vão existir sempre, mas fico feliz por não ter me deixado vencer pelo sentimento de falha. Posso não ser uma campeã, mas me sinto bem conseguindo fazer avanços pequenos, mas constantes.

Para as compras

Com certeza você já ouviu falar que ir ao supermercado com fome fará você gastar mais. Provavelmente, já ouviu também que o ideal é fazer as compras e não ir ao supermercado outras vezes porque isso fará com que compre coisas sem necessidade.

Pois é… nesse período conturbado sem geladeira, a gente acabou gastando muito mais do que deveria (como eu contei aqui). Por isso, agora estamos tentando colocar as coisas em ordem. Confesso que é muito difícil, porque serão longos sete dias entre a chegada da geladeira (e a consequente possibilidade de fazer compras que rendem mais) e a data de fechamento do meu cartão (não dá para fazer mais nenhum gasto para fevereiro). Mas, o que estou fazendo para economizar?

Eu baixei um app que chama Buy me a pie. Ele pode ser baixado em iOS e Android, o que permite que eu e o Saulo compartilhemos nossas listas de compras. [Na prática, só eu preencho] Tenho observado o quanto gastamos de alguns itens básicos no primeiro mês e aproveito e coloco na lista do mês. A vantagem é que dá para criar listas diferentes, então eu criei uma para ser a lista do mês (que vamos repetir com frequência com pequenos ajustes) e outra, que ainda não foi preenchida, para colocar as coisas que vão acabando ou que surgem como necessidade. Essa segunda vai servir também como controle de gastos (por que comprar dois sorvetes a mais? quem precisa beber tanta cerveja?) para a gente ver o que está sugando nosso dinheiro sem tanta necessidade assim.

Vou começar a usar, de verdade, esse app na semana que vem. Até lá continuamos indo ao supermercado para comprar apenas o que precisamos para o almoço ou jantar. Espero que dê certo, mas, se não der, testo outro app. Evernote está aí para isso, assim como o Drive (apesar de ainda não ter descoberto uma maneira mais eficiente de fazer listas nele).

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(p.s.: Acho que é meio óbvio que eu não ganhei nada para falar desse app, né? É só um teste.)

Livrinho de receitas

IMG_5123Cheguei à conclusão de que minha mãe era ainda mais incrível do que eu imaginava. Essa coisa de pensar todo dia em uma refeição diferente exige talento. Muito talento.

Eu sou ótima para comer, mas quando o importante é escolher quais ingredientes comprar para as refeições da semana (com a falta da geladeira, está pior ainda) fico de mãos atadas. Macarrão de novo? Batata novamente? Arroz e bife mais uma vez?

O jeito vai ser montar um livrinho de receitas e uma programação básica para a semana. Pensei em algo como:

Segunda: arroz, feijão, salada e bife (frango, boi ou porco)

Terça: Carne moída, arroz, feijão, salada e maionese

Quarta: Macarronada

Quinta: Strogonoff de frango, arroz e batata frita (ou palha)

Sexta: Almôndega, purê, salada e feijão

Sábado: Casa da sogra

Domingo: Casa da minha mãe

Que tal? Pelo menos assim seria mais fácil. A base já estaria pronta e,s e quisesse mudar, seria um bônus. Mas, estou preparada para cair na rotina? E o que terá em cada salada? Acho melhor eu aprimorar isso.

😉 Falar disso me deu fome.