Quase na metade. E aí?

2016 chegou como um ano para me salvar. O sentimento que tinha em relação a 2015 era terrível. Muitas coisas ruins aconteceram e eu queria mesmo deixar tudo para trás.

Mas, enquanto alguns dizem que 2016 chegou pra piorar a situação, eu digo o contrário. 2016 tem sido incrível. Difícil, mas sensacional. Até porque, meus amigos, vamos concordar que nada é fácil pra gente, né?!

Esses cinco meses completos me mostraram que tomei a decisão certa ao aceitar morar com o Saulo. Que a vida a dois não é feita apenas de flores, mas que a gente aprende a lidar com espinhos e até a gostar e a valorizá-los.

Neste ano estou pensando mais em mim. É ruim falar desse jeito, parece que sou egoísta, mas não é isso. É que sempre fui o tipo de pessoa que pensava nos outros mais do que em mim. Eu não mudei isso, ainda acho que na balança algumas pessoas queridas vêm antes de mim, mas eu subi algumas posições.

Acho isso fundamental, porque significa que tento me desligar um pouco dos problemas que não posso resolver. Eu tento antes, mas se deixar que me afetem demais acabo me anulando e oh… depressão é uma doença muito perigosa e eu tento ter cuidado para não cair nas garras dela. Pensar mais em mim me ajuda nisso.

Eu ainda não tenho uma poupança com dinheiro suficiente para me sustentar se algo der errado, não me descobri profissionalmente e nem consegui realizar os desejos que faço para a primeira estrela que vejo a cada dia, mas tá bom assim. Me sinto bem. Me sinto melhor e sou feliz e agradecida por isso.

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Obrigada, 2016!

Um tempo depois: o que aprendi sobre a vida a dois

Dois meses de casada e já deu para aprender algumas coisas sobre a tão complexa vida a dois.

1. Ela não precisa ser complexa.

2. Antes os momentos eram exclusivamente bons. Você só tinha que se preocupar em passar o final de semana com a pessoa e, mesmo que brigas eventuais surgissem, não tinha muito o peso das responsabilidades.

3. Você tem que se lembrar de agradecer, de se isolar quando não estiver muito bem, de respeitar quando o outro não estiver querendo conversar… Essas pequenas atitudes contribuem muito para não existirem brigas.

4. É muito bom deitar com ele no final do dia. Abraçar, implicar, namorar. ❤

5. Regras são necessárias.

6. Regras desnecessárias são divertidas. Exemplo: Um ter sempre que levar o outro à porta quando for sair.

7. Ainda não aprendi quase nada. Tem muito por vir.

8. Criatividade na cozinha é bem difícil. Era mais fácil planejar saídas eventuais.

9. Momentos de silêncio também são bons.

10. O celular atrapalha. Tem que tomar cuidado.

11. O volume do despertador daquele que levanta primeiro deveria ser mais baixo (alguém lembra o Saulo disso, por favor?) para não incomodar a Valú o outro.

12. Não dá vontade de parar de falar eu te amo.

13. Algumas picuinhas antigas parecem muito bobas.

14. É bem divertida e com certeza eu recomendo.

15… Depois eu falo mais 🙂

 

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Na foto eu sou o azul. O Saulo me mataria se fosse ele. =P

 

Amores opostos

 

LaIMG_0136urinha me conhece há quase 15 anos. Saulo há quase cinco.

 
Saulo nunca teve uma relação de amor incondicional com a Laurinha, mas ela não se importa, porque o mais importante é me seguir, dormir e comer.

O caminho dos dois se cruzava apenas nos finais de semana, em que Saulo me visitava, mas tudo mudou recentemente. Quando me mudei para a casinha nova, não existia a possibilidade de deixar minha cachorrinha linda e amada para trás e acho que foi aí que recebi a maior declaração de amor: mesmo dizendo que jamais teria um cachorro, Saulo aceitou a Laurinha em casa e começou até a tratá-la com carinho (mas sem encostar, claro).

O melhor é que, como eu trabalho de home office, a Laura me faz companhia. Antes de ela chegar, eu me sentia extremamente sozinha e não rendia nada (na casa da minha mãe, sempre podia fazer uma pausa para bater papo). Agora eu me sinto melhor. ❤

“Mas, Valú, como está sendo a questão do xixi e do cocô? Ela está fazendo no lugar certo? Como você ensinou?”

Bom… essa parte foi complicada. No dia que ela chegou na casa nova eu fiz de tudo para ela se sentir bem. Comprei uma caminha nova, dei biscoitos, brinquei… O problema é que (eu imagino), por ser cega, ela se sentiu insegura. Eu a coloquei no DCE, onde queria que ela fizesse as necessidades, mas ela não fez nada e ainda se sentiu paralisada. Não saía de lá por nada e demorou a ter confiança para andar pelo apartamento.

Depois de 48 horas, ela ainda não tinha feiro cocô e apenas um pouco de xixi no lugar errado. Então, eu percebi, teria que levá-la a algum lugar onde se sentisse segura para fazer o que queria. Levei na rua e, desde então, virou rotina. Levo todos os dias. Aproveito para fazer com que ela se exercite um pouco (com quase 15 anos, a pata traseira direita dela não está mais 100%) e ainda me obrigo a sair de casa um pouquinho, caminhando essa cachorrinha fofa que só faz me amar.

Hoje foi o primeiro banho dela no pet shop aqui perto da casa nova. Fiz mil e uma recomendações. Pedi diversas vezes para serem carinhosos. Espero que dê tudo certo e que ela volte linda e cheirosa pra mim daqui a pouco. ❤ ❤ ❤ 

p.s.: Claro que o Saulo implica sempre com a Laurinha, mas acho que já virou um caso de amor. Ele reclama que ela ronca e tem pesadelos, mas mal sabe que é isso que me faz querer apertá-la todos os dias. É muita fofura para uma filha só.

Das coisas doces

Eu não sou parte do grupo de pessoas que diz gostar de fazer faxina em casa. Eu gosto do resultado da limpeza, mas não dos momentos em que estou suada, com dor nas costas e as mãos cheia de rugas. Mas fazem parte, claro.

Também faz parte do dia a dia do casal preparar café da manhã, levar a Laurinha (minha cachorrinha) para passear – a maneira que encontrei para ela nunca fazer as necessidades em casa –, fazer o almoço, lavar a louça e deixar o jantar pronto (não se esqueça que decidir o que cozinhar também é uma loucura).

Essas coisas fazem parte e é muito bom chegar no final do dia e saber que a nova vida tá vingando, seguindo adiante, arrumando novos desafios e deixando para trás alguns obstáculos.

Na rotina de casada também tem muita coisa boa. Deitar no sofá para ver TV, assistir filmes, deitar no colo, receber carinho, dançar de manhã, fazer piada com tudo… Essas coisas doces são o que realmente valem a pena. É como se a taça de vinho no final da semana fizesse tudo que é menos agradável se tornar insignificante, pois a conversa, o sorriso e as brincadeiras são o suficiente.

A gente tem que se esforçar a cada dia para que os momentos bons sejam maioria ou representem a pior parte do relacionamento. Por enquanto está dando tudo certo e a gente espera que continue assim. 🙂

 

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Um vinho, nossa bagunça e música boa

Na prática é muito diferente

Se eu tinha certeza de que queria morar junto com meu namorado? Sim! Com certeza sim.
A gente sempre falava sobre morar junto e, se parar para pensar com calma, era eu quem mais tocava no assunto. Eu tinha até um pouco de raiva quando ele cogitava morar com um amigo, por exemplo. Até que um dia eu falei “Saulo, você não vai querer morar comigo então?!”.
Desse dia em diante, as coisas mudaram e eu acredito que tenha sido porque ele percebeu que era pra valer. Até então podia ser um plano que eu não tinha pressa para que se tornasse realidade. Inclusive, ele acreditava que eu não teria coragem de sair de casa e deixar de morar com a minha mãe (falei sobre isso no post anterior).
Olhando uns apartamentos aqui, nos preocupando com fiador e contrato ali… E assim, do nada, sem aviso ou qualquer tipo de sinal, surgiu uma oportunidade. Um amigo ofereceu um apartamento. Nem cogitamos porque estava caro e seria muito precipitado. Fomos viajar, tiramos férias. Voltamos e a oferta ainda estava de pé, mas com um valor mais razoável. Era possível, daria para fazer, mas eu tinha que tomar uma decisão rápida: vamos ou não vamos nos mudar?
Topei. Nem cogitei recusar. Senti as borboletas no estômago. Era ansiedade, insegurança e… medo! Eu fiquei com um medo muito esquisito. Foi rápido. De repente tínhamos chaves, alguns móveis e até alianças. Não acho que foi crise. Hora nenhuma eu questionei meu amor ou vontade de fazer isso dar certo. Eu só, sei lá, congelei.
Quando os planos saíram do papel de forma tão avassaladora, comecei a me preocupar se daria conta e tive medo de dar errado, de ter que voltar para casa da minha mãe com o rabo entre as pernas, envergonhada e extremamente decepcionada. Barão Vermelho, na música “Cara a cara”, descreveu de forma bem real o que eu não queria que acontecesse. Não quero ver ele indo embora e perceber que tudo o que sonhei acabou.
Mas o medo congela a gente e já me fez perder muitas oportunidades. Não vou, de forma alguma, deixar ele acreditar que estou com dúvidas porque eu sei o que quero e, nesse momento, é me jogar nessa experiência que tem tudo para ser difícil, incrível e nossa.