Rotina de arrumação?

Captura de Tela 2016-01-31 às 21.55.47

Infelizmente, morar não é só aproveitar as vantagens de ter um lugar “seu”. A gente tem que arrumar a casa com frequência para evitar que tudo vire uma bagunça sem volta.

Você pode pensar: ah, mas é só contratar uma faxineira. Porém, isso tem pelo menos dois erros:
1) Você não pode deixar tudo uma bagunça só porque vai pagar alguém para fazer o trabalho por você. Isso é bem errado e feio, já que você está bem grandinho e não deveria esperar que os outros façam tudo e você nada.
2) Pagar por esse serviço não é barato.

Pois é, eu não consigo deixar as coisas acumularem (tenho medo do trabalho que dá quando chega nesse ponto). Além disso, o Saulo tem alergia a poeira e a gente também não está podendo ter gastos nesse momento.

Por isso, fizemos um acordo para fazer uma faxina por semana. No sábado ou no domingo, dependendo do nosso ânimo, ressaca e compromissos, fazemos uma limpeza grande em todos os cômodos, que deixa a gente bem cansado. Dividimos as tarefas e fazemos, simples assim.

O maior problema é durante a semana. A gente passa a vassoura de leve, organiza a cozinha, tenta não deixar a casa uma loucura. Mas, confesso que sou meio bagunceira e o Saulo tem mania de limpeza/organização para algumas coisas. E aí? Como lidar?

Nessas horas eu respiro fundo e me lembro que não estou mais na “minha” casa. A casa agora é nossa e os dois podem colaborar. Ele aceitou a Laurinha. Eu aceitei nunca acumular louça para lavar. Ele aguenta meu Kindle e meu celular espalhados em alguns lugares da casa. Eu aguento não ter um balaio de roupa suja.

Entre tantos aceites, sempre haverá momentos de discordância. Nessas horas, a gente tenta ceder. Pensamos no que é mais importante para o outro e fazemos.

E você, tem uma rotina de limpeza?

Anúncios

Para as compras

Com certeza você já ouviu falar que ir ao supermercado com fome fará você gastar mais. Provavelmente, já ouviu também que o ideal é fazer as compras e não ir ao supermercado outras vezes porque isso fará com que compre coisas sem necessidade.

Pois é… nesse período conturbado sem geladeira, a gente acabou gastando muito mais do que deveria (como eu contei aqui). Por isso, agora estamos tentando colocar as coisas em ordem. Confesso que é muito difícil, porque serão longos sete dias entre a chegada da geladeira (e a consequente possibilidade de fazer compras que rendem mais) e a data de fechamento do meu cartão (não dá para fazer mais nenhum gasto para fevereiro). Mas, o que estou fazendo para economizar?

Eu baixei um app que chama Buy me a pie. Ele pode ser baixado em iOS e Android, o que permite que eu e o Saulo compartilhemos nossas listas de compras. [Na prática, só eu preencho] Tenho observado o quanto gastamos de alguns itens básicos no primeiro mês e aproveito e coloco na lista do mês. A vantagem é que dá para criar listas diferentes, então eu criei uma para ser a lista do mês (que vamos repetir com frequência com pequenos ajustes) e outra, que ainda não foi preenchida, para colocar as coisas que vão acabando ou que surgem como necessidade. Essa segunda vai servir também como controle de gastos (por que comprar dois sorvetes a mais? quem precisa beber tanta cerveja?) para a gente ver o que está sugando nosso dinheiro sem tanta necessidade assim.

Vou começar a usar, de verdade, esse app na semana que vem. Até lá continuamos indo ao supermercado para comprar apenas o que precisamos para o almoço ou jantar. Espero que dê certo, mas, se não der, testo outro app. Evernote está aí para isso, assim como o Drive (apesar de ainda não ter descoberto uma maneira mais eficiente de fazer listas nele).

Captura de Tela 2016-01-26 às 15.03.12
(p.s.: Acho que é meio óbvio que eu não ganhei nada para falar desse app, né? É só um teste.)

Amores opostos

 

LaIMG_0136urinha me conhece há quase 15 anos. Saulo há quase cinco.

 
Saulo nunca teve uma relação de amor incondicional com a Laurinha, mas ela não se importa, porque o mais importante é me seguir, dormir e comer.

O caminho dos dois se cruzava apenas nos finais de semana, em que Saulo me visitava, mas tudo mudou recentemente. Quando me mudei para a casinha nova, não existia a possibilidade de deixar minha cachorrinha linda e amada para trás e acho que foi aí que recebi a maior declaração de amor: mesmo dizendo que jamais teria um cachorro, Saulo aceitou a Laurinha em casa e começou até a tratá-la com carinho (mas sem encostar, claro).

O melhor é que, como eu trabalho de home office, a Laura me faz companhia. Antes de ela chegar, eu me sentia extremamente sozinha e não rendia nada (na casa da minha mãe, sempre podia fazer uma pausa para bater papo). Agora eu me sinto melhor. ❤

“Mas, Valú, como está sendo a questão do xixi e do cocô? Ela está fazendo no lugar certo? Como você ensinou?”

Bom… essa parte foi complicada. No dia que ela chegou na casa nova eu fiz de tudo para ela se sentir bem. Comprei uma caminha nova, dei biscoitos, brinquei… O problema é que (eu imagino), por ser cega, ela se sentiu insegura. Eu a coloquei no DCE, onde queria que ela fizesse as necessidades, mas ela não fez nada e ainda se sentiu paralisada. Não saía de lá por nada e demorou a ter confiança para andar pelo apartamento.

Depois de 48 horas, ela ainda não tinha feiro cocô e apenas um pouco de xixi no lugar errado. Então, eu percebi, teria que levá-la a algum lugar onde se sentisse segura para fazer o que queria. Levei na rua e, desde então, virou rotina. Levo todos os dias. Aproveito para fazer com que ela se exercite um pouco (com quase 15 anos, a pata traseira direita dela não está mais 100%) e ainda me obrigo a sair de casa um pouquinho, caminhando essa cachorrinha fofa que só faz me amar.

Hoje foi o primeiro banho dela no pet shop aqui perto da casa nova. Fiz mil e uma recomendações. Pedi diversas vezes para serem carinhosos. Espero que dê tudo certo e que ela volte linda e cheirosa pra mim daqui a pouco. ❤ ❤ ❤ 

p.s.: Claro que o Saulo implica sempre com a Laurinha, mas acho que já virou um caso de amor. Ele reclama que ela ronca e tem pesadelos, mas mal sabe que é isso que me faz querer apertá-la todos os dias. É muita fofura para uma filha só.

Nossa vida sem geladeira

Era para ser uma questão de dez dias, mas depois virou 20 e agora já está quase completando 40 dias sem geladeira em casa. Como isso aconteceu? A verdade é que a vida real é bem cara ($$$) e não temos dinheiro agora para mais essa aquisição (iríamos ganhar, mas parece que deu algum problema com a pessoa que ia nos dar esse tão sonhado presente).

Mas, nesse tempo, aprendemos muita coisa:

  1. A vida sem sorvete é, com certeza, mais chata
  2. Comprar gelo com frequência sai mais caro que pagar a parcela de uma geladeira nova (+ a energia que ela consome)
  3. Não ter geladeira = fazer a quantidade certa de comida em cada refeição, torcer para o que sobrar não estragar e ter uma dificuldade imensa para fazer compras
  4. Muitas receitas deliciosas exigem que a gente tenha geladeira
  5. Talvez a falta de geladeira tenha feito eu não engordar nesse primeiro mês de casada
  6. Às vezes, é uma droga
  7. Carnaval tá chegando e até lá é NECESSÁRIO ter geladeira

O bom humor não pode acabar, mas a paciência não consegue ser infinita. Tenho percebido um gasto maior do que o necessário com supermercado, pois temos que ir lá constantemente. Além disso, já perdemos muitos alimentos e o desperdício é muito ruim (tanto que paramos de comprar tudo que estraga fácil). Infelizmente, também está sendo difícil cozinhar, na véspera, o almoço do dia seguinte, o que prejudica meu rendimento no trabalho (home office).

Mas, apesar de tudo, é bom saber que a maior dificuldade do primeiro mês na casinha tem sido essa. ❤

Livrinho de receitas

IMG_5123Cheguei à conclusão de que minha mãe era ainda mais incrível do que eu imaginava. Essa coisa de pensar todo dia em uma refeição diferente exige talento. Muito talento.

Eu sou ótima para comer, mas quando o importante é escolher quais ingredientes comprar para as refeições da semana (com a falta da geladeira, está pior ainda) fico de mãos atadas. Macarrão de novo? Batata novamente? Arroz e bife mais uma vez?

O jeito vai ser montar um livrinho de receitas e uma programação básica para a semana. Pensei em algo como:

Segunda: arroz, feijão, salada e bife (frango, boi ou porco)

Terça: Carne moída, arroz, feijão, salada e maionese

Quarta: Macarronada

Quinta: Strogonoff de frango, arroz e batata frita (ou palha)

Sexta: Almôndega, purê, salada e feijão

Sábado: Casa da sogra

Domingo: Casa da minha mãe

Que tal? Pelo menos assim seria mais fácil. A base já estaria pronta e,s e quisesse mudar, seria um bônus. Mas, estou preparada para cair na rotina? E o que terá em cada salada? Acho melhor eu aprimorar isso.

😉 Falar disso me deu fome.

Das coisas doces

Eu não sou parte do grupo de pessoas que diz gostar de fazer faxina em casa. Eu gosto do resultado da limpeza, mas não dos momentos em que estou suada, com dor nas costas e as mãos cheia de rugas. Mas fazem parte, claro.

Também faz parte do dia a dia do casal preparar café da manhã, levar a Laurinha (minha cachorrinha) para passear – a maneira que encontrei para ela nunca fazer as necessidades em casa –, fazer o almoço, lavar a louça e deixar o jantar pronto (não se esqueça que decidir o que cozinhar também é uma loucura).

Essas coisas fazem parte e é muito bom chegar no final do dia e saber que a nova vida tá vingando, seguindo adiante, arrumando novos desafios e deixando para trás alguns obstáculos.

Na rotina de casada também tem muita coisa boa. Deitar no sofá para ver TV, assistir filmes, deitar no colo, receber carinho, dançar de manhã, fazer piada com tudo… Essas coisas doces são o que realmente valem a pena. É como se a taça de vinho no final da semana fizesse tudo que é menos agradável se tornar insignificante, pois a conversa, o sorriso e as brincadeiras são o suficiente.

A gente tem que se esforçar a cada dia para que os momentos bons sejam maioria ou representem a pior parte do relacionamento. Por enquanto está dando tudo certo e a gente espera que continue assim. 🙂

 

IMG_5088

Um vinho, nossa bagunça e música boa

Dá trabalho!

Quando eu brincava de casinha aos 11 anos, adorava trocar as coisas de lugar e ter um ambiente novo todo dia. Por volta dos 15, já viciada em The Sims, a graça era construir a casa, montar os quartos, decorar cada ambiente de um jeitinho. Aos 27, quando resolvi ter uma casa minha, a coisa mudou. Não é nada fácil!

Tem que ligar luz, transferir nome em algumas contas, fazer mudança (no meu caso, adquirir e ganhar as coisas), pensar em como tudo vai ser, me esforçar para saber o que combina com que… Ah, tem encanador, tem faxina e tem muitas horas de dedicação e dilmas gastas.

Você já colocou cortina? Pois é, não é tão fácil quanto parece. Muito menos quando tem uma viga no meio do caminho da broca da furadeira. E quando um cano dá problema e começa a jorrar água para todo lado? Eu sentaria e choraria. Ainda bem que o Saulo está ajudando demais.

O engraçado é que ele tá absorvendo todo o trabalho pesado, mas eu fico igualmente cansada. Sabe aquele tipo de pessoa que xinga muito quando algo dá errado? Ele é assim. E sabe aquelas que ficam irritadas com muita raiva no ambiente? Sou dessas.

O importante é que no final dá certo. A casa já tá quase pronta! (mentira, descobri que é um processo de construção contínuo, com coisa para mudar o tempo todo e também muitas aquisições nas listas de desejos)