Indecisão: como montar a casa?

sofáVer uma foto de uma casa bonita e colocar no álbum do Pinterest é fácil. Difícil é montar uma casa inteira com diferentes inspirações e verba limitada. Ir às lojas de decoração é quase uma tortura. Você ama todos os objetos, odeia os preços. Por isso, é preciso ter bom senso.

No meu caso, foi preciso ter bom senso e também paciência. Eu e o Saulo ganhamos muitas coisas e primeiro fizemos uma triagem para saber o que combinava com a gente e o que não tinha nada a ver. Com isso feito, pensamos em como montar a casa e no que faltava para isso. O principal era o sofá. A ideia era gastar pouco com ele, comprando em alguma loja grande e famosa, mas esse plano foi por água a baixo.

Resolvemos ir à uma avenida famosa em BH por ser cheia de lojas. Na minha cabeça, as coisas eram baratas lá. Um tremendo engano, claro. Acabamos nos apaixonando por um modelo de sofá que estava muito na moda (e era mais confortável que minha cama), mas bastante caro. Como a gente já tinha entrado nos sites das lojas com sofás que gostamos e vimos que as críticas no geral eram MUITO ruins, aceitamos que era melhor investir mais um pouco.

Quase fechamos negócio em uma loja, mas depois percebemos que o modelo era de mostruário e estava jogado no espaço, cheio de manchas e até de rasgadinhos. Imagina minha decepção se tivesse comprado esse? Mudamos de loja e compramos na Marcela Móveis (sofá da foto). Além disso, nossas outras aquisições “movísticas” foram uma mesa de jantar de vidro para quatro pessoas, comprada em um Topa Tudo, um rack de madeira escura também do Topa Tudo e quatro cadeiras coloridas.

Com isso no lugar, agora vamos montando. Meu pai vai fazer uma mesa de pallet pro centro da sala e também vai me dar uma luminária feita de barbante. Linda! Só depois investiremos em quadros e em enfeites. Vamos torcer pra ficar uma mistura linda, não muito louca.

A dúvida, no caso, é porque eu gosto de muito tudo. Gosto de cor, de coisas diferentes, gosto de ter a chance de montar uma casinha que seja a minha cara. 😃

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Na prática é muito diferente

Se eu tinha certeza de que queria morar junto com meu namorado? Sim! Com certeza sim.
A gente sempre falava sobre morar junto e, se parar para pensar com calma, era eu quem mais tocava no assunto. Eu tinha até um pouco de raiva quando ele cogitava morar com um amigo, por exemplo. Até que um dia eu falei “Saulo, você não vai querer morar comigo então?!”.
Desse dia em diante, as coisas mudaram e eu acredito que tenha sido porque ele percebeu que era pra valer. Até então podia ser um plano que eu não tinha pressa para que se tornasse realidade. Inclusive, ele acreditava que eu não teria coragem de sair de casa e deixar de morar com a minha mãe (falei sobre isso no post anterior).
Olhando uns apartamentos aqui, nos preocupando com fiador e contrato ali… E assim, do nada, sem aviso ou qualquer tipo de sinal, surgiu uma oportunidade. Um amigo ofereceu um apartamento. Nem cogitamos porque estava caro e seria muito precipitado. Fomos viajar, tiramos férias. Voltamos e a oferta ainda estava de pé, mas com um valor mais razoável. Era possível, daria para fazer, mas eu tinha que tomar uma decisão rápida: vamos ou não vamos nos mudar?
Topei. Nem cogitei recusar. Senti as borboletas no estômago. Era ansiedade, insegurança e… medo! Eu fiquei com um medo muito esquisito. Foi rápido. De repente tínhamos chaves, alguns móveis e até alianças. Não acho que foi crise. Hora nenhuma eu questionei meu amor ou vontade de fazer isso dar certo. Eu só, sei lá, congelei.
Quando os planos saíram do papel de forma tão avassaladora, comecei a me preocupar se daria conta e tive medo de dar errado, de ter que voltar para casa da minha mãe com o rabo entre as pernas, envergonhada e extremamente decepcionada. Barão Vermelho, na música “Cara a cara”, descreveu de forma bem real o que eu não queria que acontecesse. Não quero ver ele indo embora e perceber que tudo o que sonhei acabou.
Mas o medo congela a gente e já me fez perder muitas oportunidades. Não vou, de forma alguma, deixar ele acreditar que estou com dúvidas porque eu sei o que quero e, nesse momento, é me jogar nessa experiência que tem tudo para ser difícil, incrível e nossa.

Quando tomei a decisão

Eu não escolhi sair de casa, eu só quis ir morar com meu namorado. Perfeitamente normal, certo? Sim, mas então por quê eu continuo me achando egoísta por fazer isso?

Mesmo com alguns problemas, eu não tinha motivos para não querer morar com a minha mãe. Ela é super legal, engraçada e ultimamente nossas discussões são super tranquilas. Como vai ser agora? Ela vai sentir minha falta como eu sentirei a dela? Espero que não. Espero que para ela seja super fácil lidar com isso.

A questão é que, por mais que eu tivesse avisado com antecedência (em momentos de briga, confesso), eu tive que comunicar minha saída meio em cima da hora. A gente conseguiu o apartamento e já teve que pegar a chave, começar a pagar aluguel, comprar coisas. Isso não me deixou me preparar. Estou sentindo que estou abandonando minha mãe quando ela ainda precisa de mim. Mas ela é tão enfática ao dizer que essa preocupação minha é ridícula. ❤️

Dedos cruzados. Vai dar tudo certo, né?!